Notícias

“Estiagem é um problema de Estado”, diz Turra

28/04/2020

Após sete anos, o Rio Grande do Sul voltou a enfrentar uma grave estiagem na safra de verão. A seca representa, para o Estado, uma das maiores quebras na safra agrícola dos últimos tempos. As perdas, até agora, chegaram a mais de 30% na cultura de soja e 25% na cultura de milho, além de outras perdas na produção de feijão, leite e demais produtos. Os prejuízos ultrapassam a soma de R$ 18 bilhões. 



“O impacto da situação para os produtores e para a economia de pequenos e médios municípios são enormes. Os setores de comércio e serviços também dependem da renda agrícola para sobreviver”, avaliou o deputado Sérgio Turra, líder do partido do Progressistas na Assembleia Legislativa.  



Para o parlamentar, o fato não surpreende. “Historicamente, a cada dez safras, temos cerca de sete com problemas de escassez de chuva. A seca é a regra, não a 

exceção no nosso calendário agrícola”, avaliou. 



Por esse motivo, em 2015, Turra presidiu, no Parlamento Gaúcho, uma sub-comissão, que analisou o uso racional da água na agricultura e propôs soluções pontuais. “Porém, após esses debates, a chuva voltou no Estado e a questão ficou relegada a segundo plano”, disse o deputado. 



Para ele, a estiagem não é um problema de governo, é um problema de Estado, que requer planejamento a longo prazo e atitudes mais concretas. “Ou levamos a sério a necessidade de irrigação, ou viveremos às voltas com estiagens e perdas”.



Turra pretende chamar a atenção do governo e de representantes do setor para a necessidade de investimentos em reservas das águas da chuva, no reuso e em projetos de irrigação de lavouras. “Não é possível fazer agricultura profissional dependendo dos humores de São Pedro. Tenho esperança de que, os tantos fatores negativos que prejudicaram a economia gaúcha neste ano, enseje um ponto de inflexão na maneira de encararmos os fatos”, concluiu ele.



Compartilhe