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Turra repudia medida que permite soltar presos no país

06/04/2020

Após a recomendação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a respeito da soltura de presos provisórios ou de grupos de risco, para evitar o avanço do Coronavírus no sistema penitenciário brasileiro, o deputado Sérgio Turra (Progressistas) demonstrou preocupação com a decisão. “No país, cerca de 30 mil presos foram soltos para evitar a propagação do vírus nas cadeias. A chance de aumentar a epidemia da violência aqui fora é muito maior e mais perigosa”, disse ele.


Para tratar sobre o assunto, o parlamentar, que é membro da Comissão de Segurança e Serviços Públicos da Assembleia Legislativa, solicitou uma conferência virtual com o Ministério Público do Rio Grande do Sul. A reunião acontece nesta quarta-feira (08), com a presença do Procurador-geral de Justiça do Estado, Fabiano Dallazen . “O objetivo é compreender de que maneira o Ministério Público Gaúcho está tratando o tema e alinhar estratégias em conjunto. Queremos somar esforços e colaborar para traçar medidas responsáveis para reverter essa situação no Estado, explicou Turra.


Após o dia 17 de março, com as orientações da Recomendação 62/2020 do CNJ, tribunais e magistrados do país adotaram medidas de proteção da saúde coletiva, com ações preventivas ao coronavírus no sistema prisional. Com isso, mais de 3 mil presos foram libertos só no Rio Grande do Sul.


Para Turra, a medida é inaceitável. “Todas as decisões acerca do Coronavírus podem ser discutidas, menos uma, que é a liberação de milhares de presos. Lugar de bandido é na cadeia e, em razão do vírus, sem qualquer contato exterior. Se idosos, em algumas circunstâncias, podem ser multados por saírem de casa, porque bandido não pode ficar onde está? Se é para ter compaixão, que seja das pessoas de bem”, finalizou.


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