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Vamos olhar para a frente

29/04/2019

          O Parlamento Gaúcho ouviu a voz das ruas, manifestada nas últimas eleições, e aprovou, em primeiro turno, a retirada da exigência de plebiscito para a venda da CEEE, da CRM e da Sulgás. Ainda teremos uma segunda votação, mas é certo que esse obstáculo ao desenvolvimento do estado – implantado na nossa Constituição sem consulta popular, frise-se – venha a ser finalmente superado. Estaremos, assim, abrindo caminho para o desenvolvimento do Rio Grande do Sul. 

 

          Foi um momento importante para a Assembleia Legislativa, já que a maioria de seus deputados optou por ouvir os mais de 6 milhões de gaúchos que foram às urnas em vez de se dobrar às pressões das corporações sindicais que lotam as galerias. Nosso compromisso é com a maioria da população, que elegeu um projeto modernizador do Estado, o qual prevê a venda de estatais, parcerias público-privadas e redução de despesas.     

  

          Proposto pelo governo Eduardo Leite, o programa RS Parcerias é uma tentativa de romper com o imobilismo em que nos encontramos há décadas. Se não há recursos para investir em duplicação de estradas, por exemplo, que esses bens públicos sejam administrados pela iniciativa privada, em regime de concessão. A exemplo do que já ocorre com o Aeroporto Internacional Salgado Filho, hoje Porto Alegre Airport, em fase acelerada de ampliação pela concessionária alemã Fraport. Ou esperamos o Estado ficar rico, ou chamamos o capital privado para participar dos grandes investimentos em infraestrutura de que o Rio Grande necessita. As parcerias público-privadas e as privatizações são soluções modernas para a saída do impasse em que nos encontramos.

 

          Empresas hoje administradas pelo Estado, que há muito deixaram de ser estratégicas ou que, em alguns casos, não sobreviverão sem pesados investimentos públicos, precisam ser transferidas para a iniciativa privada. Sem concessões, e sem privatizações, continuaremos atolados no estatismo nacionalista dos anos 1950, e perdendo protagonismo para outros estados no cenário político nacional. Não se pode dirigir para o futuro olhando para o espelho retrovisor.


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