Artigos

Um passo adiante

02/04/2019

     O governo do Estado anunciou, há pouco, o seu programa de concessões à iniciativa privada, o RS Parcerias, que busca atrair investimentos privados de R$ 3,4 bilhões para obras públicas que, por falta de recursos, o Estado não tem como tocar.

 

     Dentre essas obras, está a duplicação da ERS-324, entre Passo Fundo e Nova Prata, empreendimento demandado há décadas por nossa região. A duplicação desses 115 quilômetros é tão importante – em razão do imenso volume de tráfego suportado pela rodovia e da quantidade de acidentes - que, não por acaso, a ERS-324 ficou conhecida como a “Estrada da Morte”.

 

     Como garantir mais segurança para os motoristas, com a duplicação, e manutenção permanente da rodovia pelos próximos 30 anos, se o governo não tem recursos para bancar isso? Com a concessão da rodovia à inciativa privada. Não há outra alternativa. Ou esperamos o governo ficar rico, ou chamamos o capital privado para realizar a obra, como já fazem Estados mais desenvolvidos da Federação.

 

     Obviamente, quem investir na rodovia precisará de retorno para o seu investimento - e a contrapartida é o pedágio. Ninguém gosta de pagar pedágio, é claro, até porque o cidadão já carrega sobre as suas costas uma carga tributária muito pesada. Mas, se o pedágio é necessário, como neste caso, podemos trabalhar para reduzi-lo ao mínimo possível.

 

     Isso poderá ser feito através da consulta popular que o governo fará em audiências públicas pela região, e também pela internet. Todos podemos sugerir ideias. Nada está decidido de antemão. Eu me comprometo a trabalhar, juntamente com a população de Marau e cidades vizinhas, pela menor tarifa.

 

     O preço máximo, de cerca de R$ 9, é apenas um ponto de partida para essa discussão - e poderá ser substancialmente reduzido, em razão da concorrência pela concessão e de outros fatores. No caso da concessão da Free-Way, por exemplo, o valor inicial sofreu redução de 40%. Além disso, o pedágio só será cobrado nas duas praças do trecho a partir do segundo ano. E a manutenção da rodovia estará garantida pelos próximos 30 anos (hoje, só temos garantia de manutenção pelos próximos 5 anos. O que acontecerá depois? Todos lembram o estado de abandono da ERS-324 até bem pouco tempo...).

 

     Por isso, amigos, precisamos debater o projeto de concessões do governo de cabeça fria, com seriedade e sem demagogia. Muitas vidas serão salvas com a duplicação. O desenvolvimento econômico da região será acelerado. Estaremos dando um passo decisivo para o futuro que sonhamos. A lúgubre alcunha de “Estrada da Morte” será coisa de um passado que nem gostaremos de lembrar.

 


Compartilhe

Galeria de fotos